terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Manu cantando em Inglês!

Fotos da Princesa Sapeca!!!

 Fashion??? Que Nada Perua mesmo kkkk 

 Como toda Princesa... ELA TEM UMA COROA!
 Meditando? kkkkkkkkkkkkkkkkk
 Princesa também vai ao Play Land
 Violinista
 Esta garota tem bom gosto!!! Timão Eo!!!
 Sininho...
 Bella
Alice no País das Maravilhas
 Minnie
Cantora

 S2
 Bagunceira!!!
 A Bailarina
 Manu... Restart e Leo

Doação de Sangue, Plaquetas e Medula Ossea

Nossa Princesa está à cerca de dois anos em tratamento oncológico. Tratamento este que passou por várias fases difíceis e doloridas. Muitas foram as intervenções pois se encontrava com o sistema imunológico deficiente devido as constantes sessões de Quimioterapia.
E para que isto não ocorra, ela e tantas outras crianças, precisam semanalmente de transfusão de sangue, plaquetas e muitos de Medula.
Para se ter uma idéia, são necessárias 05 bolsas de sangue (do banco) para se fazer apenas 01 única bolsa de plaqueta de 10 ml, ou seja, com isso cada vez  o estoque de sangue do  banco está menor.
Quando você doa seu sangue, plaqueta ou medula óssea, pode ter certeza que está levando um novo fôlego para estes pequenos guerreiros que diariamente lutam contra este grande gigante chamado Câncer.

Seja você também um Amigo do Bem! Doe Sangue, Plaquetas e Medula.

Não dói, é totalmente seguro e você recebe em casa todos os dados dos seus exames preliminares.


Vá até o hemocentro do Hospital das Clinicas e demonstre o seu amor.

Dados para doação:
 Local: Prédio dos Laboratórios Hospital das Clinicas
Endereço: Av. Eneas de Carvalho, 155 (Próximo a estação Clinicas do Metro)
Manuela dos Santos Freitas
Matricula: 6167358 D


Orientações Sobre a Doação:

DOAÇÃO DE SANGUE


Há critérios que permitem ou que impedem uma doação de sangue, que são determinados por normas técnicas do Ministério da Saúde, e visam à proteção ao doador e a segurança de quem vai receber o sangue.

O doador deve...

Trazer documento oficial de identidade com foto (identidade, carteira de trabalho, certificado de reservista, carteira do conselho profissional ou carteira nacional de habilitação);
Estar bem de saúde;
Ter entre 16 (dos 16 até 18 anos incompletos, apenas com consentimento formal dos responsáveis) e 67 anos, 11 meses e 29 dias;
Pesar mais de 50 Kg;
Não estar em jejum; evitar apenas alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação.

Impedimentos Temporários

Febre
Gripe ou resfriado
Gravidez
Pós-parto: parto normal, 90 dias; cesariana, 180 dias
Uso de alguns medicamentos
Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis

Cirurgias e Prazos de Impedimentos 

Extração dentária: 72 horas
Apendicite, hérnia, amigdalectomia, varizes: três meses
Colecistectomia, histerectomia, nefrectomia, redução de fraturas, politraumatismos sem seqüelas graves, tireoidectomia, colectomia: 6 meses
Ingestão de bebida alcoólica no dia da doação
Transfusão de sangue: 1 ano
Tatuagem: 1 ano
Vacinação: o tempo de impedimento varia de acordo com o tipo de vacina

Impedimentos Definitivos

Hepatite após os 10 anos de idade
Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas
Uso de drogas ilícitas injetáveis
Malária

Intervalos para Doação

Homens: 60 dias (até 4 doações por ano)
Mulheres: 90 dias (até 3 doações por ano)

Doe sangue com Responsabilidade

Você sabe o que é Janela Imunológica?

É o período entre a contaminação da pessoa por um determinado agente infeccioso (HIV, hepatite...) e a sua detecção nos exames laboratoriais.

No período da janela imunológica, os exames são negativos, mas mesmo assim o sangue doado é capaz de transmitir o agente infeccioso aos pacientes que o receberem.

A sinceridade ao responder as perguntas do questionário que antecede a doação é importante para evitar a transmissão de doenças aos pacientes.

Nunca doe sangue se você quiser apenas fazer um exame para Aids. Neste caso, procure um Centro de Testagem Anônima e gratuita.

Informe-se pelo Disque-Saúde: 0800-61-1997

Cuidados Pós-Doação

Evitar esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas
Aumentar a ingestão de líquidos 
Não fumar por cerca de 2 horas
Evitar bebidas alcóolicas por 12 horas 
Manter o curativo no local da punção por pelo menos de quatro horas
Não dirigir veículos de grande porte, trabalhar em andaimes, praticar paraquedismo ou mergulho

DOAÇÕES DE PLAQUETAS

 

Por que doar plaquetas?

As plaquetas são elementos do sangue que atuam na coagulação. Elas são fundamentais para o tratamento dos pacientes. Há pacientes que apresentam deficiência de plaquetas, causada por transplante de medula, pela ação da quimioterapia ou por terem sofrido alguma intervenção cirúrgica.

Como é feita a Doação?

O sangue é retirado da veia de um dos braços, como na doação convencional. A diferença é que o sangue passa por um equipamento que retém parte das plaquetas. Depois disso, o sangue retorna para o doador, com todos os outros elementos. Tudo isso de forma segura e livre de contaminações. Esta doação, que deve ser marcada com antecedência, dura cerca de uma hora e meia.

Quem pode doar?

Para doar é necessário:

Ter entre 18 e 65 anos de idade;
Pesar mais que 50 quilos;
Trazer a Carteira de Identidade original, com foto;
Alimentar-se antes da doação, evitando apenas alimentos gordurosos
Estar em boas condições de saúde;
Ter realizado pelo menos uma doação de sangue recente no HC;
Ter disponibilidade de, pelo menos, uma hora e meia para a doação;
Não estar fazendo uso de ácido acetil salicílico (AAS – Pois afina o sangue).

Não podem Doar

Doadores que estiverem gripados ou com febre;
Mulheres grávidas ou até três meses após o parto;
Doadores que ingeriram bebida alcoólicas no dia da doação.

Estão impedidos de Doar

Pessoas que tiveram hepatite após 10 anos de idade, doença de chagas e malária;
Pessoas que adotaram comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis e usuários de drogas.

DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA

 

O Que é Medula Óssea?
A medula óssea, encontrada no interior dos ossos, produz os componentes do sangue, incluindo as células brancas, agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo.
Quem necessita de transplante de Medula Óssea?

Pacientes com produção anormal de células sangüíneas, geralmente causadas por algum tipo de câncer no sangue, como, por exemplo, leucemias. Além de portadores de aplasia de medula ou pacientes cuja medula tenha sido destruída por irradiação, etc.

Quais as chances de se encontrar um doador compatível?

Estima-se que seja por volta de 35% entre doadores parentes e de 0,1% entre pessoas não aparentadas. A compatibilidade é medida pela semelhança de antígenos entre doador e receptor.

O Que acontece se não há um doador compatível entre os familiares do paciente?

Procura-se um doador compatível num Banco de Medula Óssea. O Banco necessita de um número elevado de voluntários para aumentar a possibilidade de encontrar um doador compatível.

Se um doador Compatível é encontrado, o que acontece?

O próximo passo é ter certeza de que ele quer fazer a doação.

O Que acontece com o doador antes da doação?

Ele passa por um exame clínico para certificar seu bom estado de saúde. Não há nenhuma exigência quanto a mudanças de hábitos de vida, de trabalho ou de alimentação.

Como a medula é removida?

Os doadores passam por uma pequena cirurgia de aproximadamente 90 minutos. São feitas de 4 a 8 punções na região pélvica posterior para aspirar a medula.

Qual a quantidade de medula óssea é extraída?

Menos de 10%. Dentro de poucas semanas a medula doada será recomposta pelo doador.

Quais são os riscos para o doador?

Os riscos são praticamente inexistentes. Até hoje não há relato de nenhum acidente grave devido a este procedimento. Os doadores costumam relatar um pouco de dor no local da punção.

Como os pacientes recebem a Medula Óssea?

Depois de um tratamento que destrói a própria medula, o paciente recebe a nova medula por meio de transfusão. (parecida com a de sangue)  Em duas semanas, a medula transplantada já estará produzindo células novas.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Manu apresentando seu escritório

Radiocirurgia de Pulmão




No Brasil, máquina destrói câncer de pulmão sem cortes e sem dor

SÃO PAULO/BRASIL - Inédita na rede de saúde pública brasileira, técnica indolor chegou ao Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), em São Paulo, Sudeste do país, para tratar pacientes que não podem passar pela cirurgia tradicional, oferecendo mais uma arma eficaz contra o tipo de tumor que mais mata no Brasil e no mundo: O câncer de pulmão.
Agora, eliminar tumores de pulmão sem nenhum corte ou dor para o paciente já virou realidade no Icesp. A tecnologia, inédita no Sistema Único de Saúde do Brasil (SUS), foi testada com sucesso ao longo deste ano em sete pessoas e, agora, é aplicada em indivíduos com contra-indicação para a cirurgia tradicional, considerada um procedimento delicado, de recuperação dolorosa.  
No procedimento novo, cuja denominação técnica é radioterapia estereotáxica extra-crânio (SDRT, na sigla em inglês), feixes finos e precisos de radiação elevada provocam a necrose das células tumorais. Três sessões de pouco mais de uma hora, aplicadas com intervalo de dois dias, são suficientes para destruir o câncer de pulmão, o tipo de neoplasia que mais mata no Brasil e no mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
As sessões de radiocirurgia não provocam dor e o paciente pode sair direto para suas atividades cotidianas. Por enquanto, a técnica só é indicada para pacientes que não têm condições de passar por uma cirurgia tradicional, de acordo com o protocolo adotado internacionalmente para esse tipo de tratamento. Além disso, o tumor deve ter até 5 centímetros de diâmetro e estar afastado de regiões vitais, como o coração.
Enquanto a radioterapia convencional fraciona a radiação e oferece um tempo para o tecido saudável se recuperar, a nova técnica extermina o tecido atingido. "É como se fosse um tiro de bazuca no tumor", diz o médico Rafael Gadia, radioterapeuta do Icesp.
Daí a importância de que o tiro seja certeiro, o que só é possível graças às novas tecnologias. Uma desvantagem apontada pelo profissional é a impossibilidade de fazer uma análise detalhada sobre o tumor, já que suas células são completamente destruídas.
O princípio da radiocirurgia já era usado há mais tempo para tumores no crânio. O problema é que, em outras partes do organismo, ao contrário do que ocorre no crânio, eles tendem a se deslocar com o movimento natural do corpo, como o da respiração. E qualquer imprecisão na técnica pode destruir tecidos saudáveis e órgãos importantes próximos ao tumor.
Os médicos conseguiram aplicar a técnica no pulmão, mesmo com o movimento constante do ar entrando e saindo, graças ao recurso de radioterapia guiada por imagem (IGRT, na sigla em inglês). A física chefe do Icesp, Gisela Menegussi, explica que o primeiro passo do procedimento é a criação de um "paciente virtual" no computador, por meio de um software especializado.
A imagem desenvolvida é baseada em exames de imagem precisos: tomografia e PET-CT. A partir daí, a equipe multidisciplinar faz um estudo para cada paciente com o objetivo de encontrar as melhores rotas para a entrada dos feixes de radiação, que não devem passar por órgãos importantes.
O software calcula, para cada rota simulada, o quanto de radiação que cada órgão envolvido receberá. "A gente sabe que cada órgão pode receber uma quantidade máxima de radiação. Trabalhamos dentro desses limites."
A técnica também pode ser aplicada em casos de oligometástase no pulmão - quando o paciente apresenta um número limitado de recorrências isoladas do tumor. Atualmente, estuda-se a aplicação, com finalidade curativa, da técnica contra o câncer de próstata e, com fim paliativo, para outros tipos de metástase.
O risco a ser considerado é a proximidade do tumor com outros órgãos vitais, que podem receber radiação. Por causa da pouca experiência com a técnica, ainda não se sabe como esses órgãos evoluirão em longo prazo.
Método é restrito na rede particular. Na rede particular de saúde de São Paulo a aplicação da radiocirurgia para câncer de pulmão é restrita. O procedimento é oferecido pelo Hospital Sírio-Libanês, mas, segundo a instituição, por se tratar de um procedimento novo, não conta com a cobertura de seguradoras de saúde. É realizado, portanto, apenas na modalidade particular.
O Hospital Israelita Albert Einstein também aplica a radiocirurgia contra tumores de pulmão. Também no Einstein, por enquanto, esse tipo de procedimento é indicado apenas quando o paciente não pode passar pela cirurgia convencional, já que ainda não foram concluídos estudos científicos comparando a eficácia de uma técnica em relação à outra.
Após a aplicação, o paciente deve ser submetido a tomografias de controle a cada três meses no primeiro ano.
'Saí da cirurgia e fui direto para uma festa', disse a aposentada Sônia Sanches Ramos, de 72 anos, que passou pela radiocirurgia para eliminar um câncer de pulmão há pouco mais de um mês. Sônia disse que saiu da maca robotizada do Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) 'direto para uma festa'.
O método, garante Sônia, é completamente indolor. "Não senti nada, nenhuma dor. Nem aflição", diz. Foram três sessões que, contando com o tempo de preparação, duraram cerca de três horas cada. "Tem de ter paciência, demora um pouco e tem de ficar quietinha, sem se mexer."
Desde a radiocirurgia, Sônia tem sido monitorada pelo Icesp e a avaliação preliminar, feita na última sexta-feira, demonstrou que a radiação não afetou nenhum órgão adjacente ao tumor.
O câncer que estava no pulmão de Sônia foi detectado precocemente quando ela fazia um exame de imagem para avaliar outro tumor, que estava em estágio mais avançado, localizado no reto. O diagnóstico da doença foi dado no fim do ano passado e, em março deste ano, após algumas sessões de rádio e quimioterapia, ela passou por uma cirurgia para retirar o tumor no reto.
Avaliada pelos médicos do Icesp, a aposentada foi identificada como uma potencial candidata à radiocirurgia para a retirada do tumor no pulmão. Fez uma série de exames e o procedimento foi marcado. Hoje, totalmente recuperada, ela garante já ter retomado todas as suas atividades, inclusive um trabalho voluntário. "Estou a mil por hora", conta.





Noticias Recentes da nossa Guerreira!!!




Em novembro de 2011, após uma reavaliação foi nos dada a tão esperada noticia de que não havia mais nódulos no pulmão direito da Manu.
Foi época de muita festa e muito temos o que agradecer a Deus, pois no seu tempo e da sua forma tem respondido nossas orações.
Os médicos Oncologistas da Manuela, sempre muito prudente, resolveram permanecer com o mesmo protocolo de  quimioterapia, mesmo sendo muito forte, e com reações devastadoras (devido as quimios super fortes está com queimaduras nas mãos e pés, ou seja, ambos ficam em carne viva).
A Quimio continuou e em meados de janeiro, foi feita a reavaliação, e para nossa surpresa o nódulo do pulmão direito retornou.
Foi difícil aceitar que perdemos a batalha, mais cremos em um Deus de milagres e um Deus que é medico dos médicos e é dele o diagnostico final sobre a vida e recuperação da Manu.
Próxima etapa do tratamento será um provavel autotransplante, algo ainda não realizado em crianças e também para o tipo de C.A. dela, porem estamos ansiosos e crentes que aquele que começou a boa obra irá termina-la pois ELE é fiel.

Agradecemos a todos pelas inúmeras orações, pois são elas que estão nos sustentando e nos dando força a continuar.

Que Deus os abençoe!

Autotransplante de Medula Óssea


O Autotransplante

A hematologista Lucia Mariano da Rocha Silla, coordenadora do Programa de Transplante de Medula Óssea do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), esclarece: o autotransplante é um recurso terapêutico que permite ao médico submeter o paciente a doses muito altas de quimioterapia sem destruir para sempre o sistema imune dele.
Sabe-se que o poder de destruição da quimio atinge não só a célula cancerosa, mas também as células que não estão doentes. Essa particularidade dos quimioterápicos faz com que tratar alguns cânceres seja uma tarefa complicada. Então, como fazer para bombardear as células doentes que estão misturadas às células normais no corpo do paciente? O transplante autólogo de medula óssea – é esse o nome dado pelos médicos ao autotransplante – é um dos recursos encontrados pela medicina para enfrentar esse problema.
“Nós guardamos uma quantidade de células-tronco da medula óssea do paciente, submetemos ele a altas doses de quimioterapia e depois recolocamos essas células no corpo dele” explica de forma bem didática a hematologista do HCPA.
Parece fácil? Não é mesmo. O autotransplante de medula óssea é um procedimento delicado e cheio de detalhes. Ele inicia com a preparação prévia do paciente com medicamentos para aumentar a quantidade de células-tronco circulando no sangue.
Quando exames de sangue apontam uma quantia suficiente, a pessoa é conectada a uma máquina que filtra o sangue, separando as células-tronco do restante e devolvendo o sangue para o corpo sem esses componentes, num processo chamado de aférese. As células-tronco são então armazenadas em uma bolsa e congeladas a temperaturas baixíssimas, num outro processo conhecido como criopreservação.
Só depois desse processo o paciente recebe a quimioterapia em doses extremamente altas. Dependendo da doença, do estado do paciente e do protocolo de tratamento usado, os médicos fazem uso da radioterapia junto com os quimioterápicos.
“É uma tentativa de limpar o organismo de células tumorais. O problema é que a dose é tão alta que afeta também a medula óssea” diz o hematologista Marcelo Bellesso, do Grupo de Linfomas Não-Hodgkin do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP).
Sem a medula óssea funcionando, o corpo deixa de produzir plaquetas, as responsáveis pela coagulação sanguínea, glóbulos vermelhos (eles são responsáveis pelo transporte de oxigênio) e glóbulos brancos – as células de defesa do corpo.
“Com isso o paciente pode ter complicações graves, como queda da imunidade , anemia e risco mais alto de hemorragias”.
Depois desse intenso tratamento o paciente recebe de volta as células-tronco que estavam guardadas. Injetadas novamente na corrente sanguínea, elas estimulam a recuperação da medula, que pode voltar a funcionar em até 20 dias.
“Esse período de recuperação da medula exige isolamento do paciente, para evitar que ele pegue alguma infecção, já que está com o sistema imune extremamente frágil” diz a hematologista do HCPA.
É bom esclarecer que nem sempre o autotransplante cura a doença. Às vezes, dizem os especialistas, ele não é a melhor opção de tratamento ou mesmo a mais viável. Tudo vai depender do tipo de linfoma, do estágio em que está a doença e da forma como o paciente reage aos medicamentos que recebe antes que o autotransplante seja considerado como opção de tratamento.
“Existe uma gama enorme de linfomas. Só entre os linfomas não-Hodgkin existem aproximadamente 47 subtipos. São tumores muito heterogêneos entre si. Alguns são de crescimento lento (indolentes), outros de crescimento rápido (agressivos). Nem todos têm indicação de transplante” afirma Bellesse.